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E...Isaac
cresceu e foi desmamado. No dias em que o menino foi desmamado,
Abraão, seu pai, ofereceu um grande banquete. Vendo Sara,
sua mulher, que o filho que Hagar, a escrava, dera a Abraão,
caçoava de Isaac, disse ao esposo: "Rejeita esta escrava,
porque o filho desta escrava não será herdeiro como
Isaac, meu filho".
Pareceu isto muito penoso aos olhos de Abraão, porque se
tratava também do seu filho. Disse porém Deus a Abraão:
"Não sofras por causa do moço e por causa da
tua serva. Atende à tua mulher, Sara. Porque por Isaac será
chamada a tua descendência. Mas do filho da serva farei também
uma grande nação, por ser ele teu descendente.
Levantou-se, pois, Abraão de madrugada, tomou pão
e água, colocou-os às costas de Hagar, deu-lhe o menino
e a despediu. Ela errou pelo deserto do Neguev.
Tendo-se esgotado a água, colocou ela o menino debaixo de
um dos arbustos e, afastando-se, foi sentar-se à distância,
porque dizia: "Assim não verei morrer o menino".
Levantou a voz e chorou.
Deus porém ouviu a voz do menino. Um anjo chamou Hagar do
céu e lhe disse: "Que tens, Hagar? Deus ouviu a voz
do menino, não temas. Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o
pela mão, porque farei dele um grande povo".
Deus abriu os olhos de Hagar e ela percebeu um poço de água
fresca. Deu de beber ao menino e encheu seu odre.
Deus estava com o rapaz. Cresceu, habitou no deserto e se tornou
flecheiro. Sua mãe o casou com uma mulher da terra do Egito.
Depois destas coisas todas, Deus pôs Abraão à
prova e lhe disse: "Toma teu único filho Isaac, a quem
amas, vai-te à terra de Moriá, oferece-o em holocausto
sobre o monte, que eu te indicar".
Levantou-se, pois, Abraão, de madrugada, preparou seu jumento,
rachou lenha para o holocausto, tomou seu querido filho Isaac e
foi para o lugar indicado por Deus.
Ao terceiro dia, vislumbrou Abraão o lugar. Isaac, vendo
que o pai carregava apenas lenha e um cutelo, perguntou: "Onde
está o cordeiro para o sacrifício?" Ao que respondeu
Abraão: "Deus proverá o cordeiro para o holocausto,
filho meu".
Chegaram ao lugar que Deus havia designado e ali edificou Abraão
um altar, sobre ele edificou a lenha e amarrou seu filho. Estendendo
a mão, tomou o cutelo, pronto para imolar Isaac.
Mas do céu veio a voz do anjo do Senhor: "Abraão,
não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faça.
Agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho,
teu único filho. Serás por isso abençoado e
multiplicarei tua descendência, que tomará a cidade
dos teus inimigos. Nelas serão benditas todas as nações
da Terra, porquanto obedeceste à minha voz".
Então, Abraão voltou ao seus.
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ABRAHÃO, filho de Terach, natural de Ur, Caldéia.
Segundo o Gênesis (capítulo 12, vers.1) Deus ordenou
a Abraão que abandonasse sua terra e procurasse novo lugar.
É considerado como pai do povo judeu e também dos
árabes, e venerado por ambos. No Gênesis está
dito que Abraão seria pai de muitas nações
mas que a aliança do senhor seria com ele. O primeiro episódio
do texto acima conta o nascimento da nação árabe
(Gênesis, capítulo 21, vers. 8). O segundo narra a
devoção de Abraão ao Senhor e a sua recompensa
(Gênesis, capítulo 22, vers. 1). A cidade mencionada
pelo anjo do Senhor é aparentemente Jerusalém. Foi
utilizada tradução de João F. de Almeida, adaptada.
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