1961
31.jan.61 — Jânio Quadros
toma posse da Presidência da República
19.ago.61 — Che
Guevara é condecorado por Jânio, o
que provoca uma crise nas Forças Armadas
25.ago.61
— Jânio
renuncia ao cargo de presidente da República.
Como o vice, João Goulart, se encontra em visita
oficial na China, o presidente da Câmara, Ranieri
Mazzili, assume provisoriamente o governo
2.set.61
— O Congresso aprova emenda constitucional que estabelece
o parlamentarismo, medida que visa limitar os poderes de
João Goulart, condição para retirada
do veto dos ministros militares à sua posse
7.set.61
— João Goulart toma posse da presidência.
Tancredo
Neves é o primeiro-ministro
1º.nov.61
— No 1º Congresso de Lavradores e Trabalhadores
Agrícolas, Jango defende a reforma agrária
sem indenização para os proprietários
de terra
23.nov.61
— O Brasil restabelece relações diplomáticas
com a União
Soviética
29.nov.61
— É fundado o Ipes
(Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais)
dez.61
— Criado o Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE
1962
18.fev.62 — O PCB (Partido Comunista do Brasil)
é reorganizado sob a sigla PCdoB. A dissidência
continua sob o título de PCB, porém como Partido
Comunista Brasileiro
4.abr.62
— João Pedro Teixeira, presidente da Liga Camponesa
na Paraíba, é morto a mando de fazendeiros
12.mai.62
— Carlos Lacerda, governador da Guanabara, acusa
Jango de tramar golpe de Estado
1º.jun.62
— Começa greve organizada pela UNE (União
Nacional dos Estudantes) que paralisa 40 universidades no
Brasil por três meses
26.jun.62
— Tancredo Neves renuncia ao cargo de primeiro-ministro
31.jun.62
— Militantes estudantis da JUC (Juventude Universitária
Católica) e agremiações da esquerda
católica fundam a Ação Popular (AP)
5.jul.62
— Jango sanciona lei do 13º salário
no mesmo dia em que acontece greve nacional com saldo de
700 feridos e 42 mortos no Rio
25.set.62
— Criado o Ministério do Planejamento. Celso
Furtado assume o posto
10.out.62
— É fundado o IEB (Instituo de Estudos Brasileiros),
na USP, pelo professor Sérgio Buarque de Holanda
21.nov.62
— Carlos Lira, Tom Jobim e João Gilberto se
apresentam no Carnegie Hall, em Nova York
1963
6.jan.63 — O presidencialismo vence o plebiscito
sobre o regime de governo do Brasil, o que restitui plenos
poderes a João Goulart
2.mar.63
— Goulart promulga o Estatuto do Trabalhador Rural
11.jul.63
— Projeto de Reforma Agrária apresentado pelo
senador Milton Campos (UDN) não passa pela Câmara
dos Deputados
4.ago.63—
Câmara rejeita o Estatuto da Terra
13.set.63
— Jango nomeia o marechal Castelo Branco chefe do Estado-Maior
do Exército
4.out.63
— João Goulart solicita quarenta dias de Estado
de Sítio, mas Congresso não aprova
6.out.63
— o 4º Exército ocupa Recife para conter
manifestação de 30 mil camponeses
31.dez.63
— Jango adverte ao anunciar plano de reformas que,
em 1964, as necessidades da nação serão
atendidas a qualquer preço
1964
13.mar.64 — João Goulart anuncia em comício,
na Central do Brasil no Rio, a necessidade das reformas de
base
19.mar.64
— Cerca de 500 mil pessoas fazem passeata contra Jango
no centro de São Paulo, na Marcha
da Família com Deus pela Liberdade. Carlos
Lacerda é um dos participantes
24.mar.64
— Começa a Revolta dos Fuzileiros Navais,
no Rio, chefiada pelo cabo Anselmo
30.mar.64
— Discurso pró-reformas de Jango no Automóvel
Clube, no Rio
31.mar.64
— O presidente da República, João
Goulart, é deposto pelo golpe
militar
1º.abr.64
— Prisões e protestos pelo país em conseqüência
do golpe militar. A sede da UNE, no Rio, é incendiada
e tomada pelo governo militar, que destrói o acervo
do CPC
2.abr.64
— Ranieri Mazilli assume a Presidência interinamente
9.abr.64
— Editado o Ato Institucional n.º 1 (AI-1), que
permite a cassação de mandatos e a suspensão
de direitos políticos. São marcadas eleições
indiretas em dois dias para Presidência e vice-presidência
da República com mandato válido até
31 de janeiro de 1966
10.abr.64
— É divulgada a primeira lista de cassados pelo
AI-1. Entre os 102 nomes estão o de João Goulart,
Jânio Quadros, Luís Carlos Prestes, Leonel
Brizola e Celso Furtado, assim como 29 líderes sindicais
e alguns oficias das Forças Armadas
14.abr.64
— Criação dos Inquéritos Policiais
Militares (IPMs)
15.abr.64
— O marechal Humberto de Alencar Castello Branco assume
a Presidência
9.mai.64
— Carlos Marighella, dirigente comunista, é
baleado e preso no Rio
13.mai.64
— Brasil rompe relações diplomáticas
com Cuba
08.jun.64
— Juscelino Kubitschek e mais 39 políticos
são cassados
13.jun.64
— É criado o SNI (Serviço Nacional de
Informação), comandado pelo general Golbery
do Couto e Silva
22.jul.64
— A Emenda Constitucional n.º 9 prorroga o mandato
de Castelo Branco até 15 de março de 67
27.out.64
— O Congresso aprova o projeto Suplicy, que extingue
a UNE e proíbe as organizações estudantis
de realizar protestos
30.nov.64
— Castello Branco assina a lei que cria o Estatuto
da Terra
10.dez.64
— Estréia no Rio o show "Opinião",
com Zé Keti, Nara Leão, Maria Bethânia
e João do Vale
31.dez.64
— É criado o Banco Central do Brasil
1965
13.jan.65 — Governo militar obtém empréstimo
de US$ 125 milhões do FMI
22.mar.65
— Ocorre a primeira eleição após
o golpe. O brigadeiro José Vicente Faria Lima é
eleito prefeito de São Paulo com apoio de Jânio
Quadros
30.mar.65
— Castello Branco lança plano de Reforma Agrária
e cria o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária
6.abr.65
— O 1º Festival de Música Popular Brasileira,
da TV Excelsior, é vencido por Elis
Regina com a música "Arrastão",
de Edu Lobo e Vinicius de Moraes
22.abr.65
— Atentado a bomba no jornal "O Estado de S. Paulo"
26.abr.65
— A Rede Globo inaugura suas transmissões
2.jun.65
— Polícia Militar invade o Crusp (alojamento
estudantil da USP) durante greve
22.ago.65
— TV Record coloca no ar o programa ''Jovem Guarda''
3.out.65
— Realizam-se eleições diretas para governador
4.out.65
— Grande manifestação popular recebe
JK na volta do exílio
6.out.65
— Castello Branco garante posse de candidatos da oposição
eleitos diante da ameaça de comandantes militares
7.out.65
— Carlos Lacerda renuncia acusando o presidente de
tramar a vitória de Negrão de Lima ao governo
da Guanabara
8.out.65
— Carlos
Lacerda, em entrevista, acusa Castello Branco de
ser "traidor da revolução"
10.out.65
— O Reitor da UnB suspende as atividades do campus
e pede intervenção policial devido a greve
dos professores
18
out.65
— 156 professores pedem demissão da UnB após
a publicação de lista de desligamento de 15
docentes. No dia seguinte, mas 43 professores fazem o mesmo
27.out.65
— É decretado o Ato Institucional n.º 2,
que reabre processos de cassações, extingue
os partidos políticos, impõe eleições
indiretas para presidente e atribui ao presidente poder
de decretar Estado de Sítio por 180 dias sem consulta
prévia do Congresso, de intervir nos estados, de
decretar recessos do Congresso, de demitir funcionários
e de emitir atos complementares e decretos-lei
24.nov.65
— Expedido o Ato Complementar nº4, em cumprimento
ao disposto no AI-2, que estabelece o bipartidarismo
10.dez.65
— É expedido o Ato Complementar nº5 decretando
intervenção federal nos municípios
que vagarem o cargo de prefeito
1966
1º.jan.66 — Começa, em Cuba, a 1ª
Conferência Tricontinental dos Partidos Comunistas
5.fev.66
— É decretado o Ato Institucional n.º 3,
que institui eleições indiretas para governador
e a nomeação de prefeitos
24.mar.66
— São oficializados os partidos MDB e ARENA.
O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) reúne
principalmente parlamentares do extinto PTB que se opuseram
ao regime militar. A Arena (Aliança Renovadora Nacional),
se constitui como partido de sustentação dos
governos militares
10.mai.66
— Ato
Complementar n.º 9 estabelece as inelegibilidades
5.jun.66
— Adhemar de Barros, governador de São Paulo,
é cassado
06.jun.66
— Luís
Carlos Prestes é condenado a 14 anos de prisão
25.jul.66
— Atentado a bomba contra Costa e Silva no aeroporto
de Guararapes, em Recife, termina com três mortos
e vários feridos
28.jul.66
— Mesmo na ilegalidade, UNE realiza 28º Congresso,
em Belo Horizonte
13.set.66
— É criado o FGTS (Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço)
22.set.66
— A UNE estabelece o Dia Nacional da Luta contra
a Ditadura
23.set.66
— No Rio, a polícia militar invade a Faculdade
de Medicina e prende 600 estudantes. O episódio fica
conhecido como "massacre da Praia Vermelha"
03.out.66
— Com a abstenção de toda a bancada
do MDB, que se retirou do plenário, o marechal Artur
da Costa e Silva é eleito presidente pelo Congresso,
tendo como vice Pedro Aleixo
05.out.66
— É inaugurada a Unicamp (Universidade
Estadual de Campinas)
10.out.66
— Geraldo Vandré e Theo de Barros, com "Disparada",
e Chico Buarque, com a "A Banda", ganham o 2º
Festival da Música Popular Brasileira da TV Record
28.out.66
— É lançada no Rio a Frente Ampla,
movimento de oposição que luta pela restauração
da democracia e une Carlos Lacerda, JK e João Goulart
21.nov.66
— É criado o INPS (Instituto Nacional de Previdência
Social)
07.dez.66
— Ato Institucional n.º 4 obriga o Congresso a
votar o Projeto de Constituição
1967
1º.jan.67 — O ministro da Fazenda, Delfim
Netto, afirma que atinge US$ 1 bilhão o total de empréstimos
obtidos no exterior pelo Brasil no regime militar até
o final do mandato de Castello Branco
24.jan.67
— Castello Branco promulga a nova Constituição.
Com ela, muda o nome oficial do país de República
dos Estados Unidos do Brasil para República Federativa
do Brasil
25.jan.67
— Criado o Conselho de Segurança Nacional (CSN).
09.fev.67
— É sancionada a nova Lei de Imprensa
13.fev.67
— Entra em vigor o cruzeiro novo (NCr$), valendo mil
cruzeiros antigos
13.mar.67
— É promulgada a Lei de Segurança Nacional
15.mar.67
— Tomam posse o marechal Costa
e Silva e o vice Pedro Aleixo. Neste mesmo dia,
entra em vigor a nova Lei de Segurança Nacional e
a Constituição de 1967, que anula as disposições
do AI-2
17.mar.67
— O General Emílio Gasrrastazu Médici
assume chefia do SNI
05.abr.67
— A Polícia anuncia a prisão de oito
guerrilheiros na Serra do Caparaó, em Minas Gerais.
Integrantes do MNR, um deles, Milton Palmeira de Castro,
é morto dias depois num quartel do Exército
05.mai.67
— Glauber Rocha lança o filme "Terra em
Transe"
18.jul.67
— O ex-presidente Castello Branco morre em acidente
aéreo
31.jul.67
— Começa em Cuba a 1ª Conferência
da Organização Latino-Americana de Solidariedade
(Olas), que define estratégia revolucionária
para toda América Latina. Estão presentes,
entre outros, Che Guevara e Carlos Marighella
10.ago.67
— Realiza-se o 29º
Congresso da UNE (clandestino) em Vinhedo, São
Paulo
1º.set.67
— Formalizada criação da Frente Ampla
25.set.67
— Carlos Lacerda e João Goulart assinam
o Acordo
de Montevidéu, que pede a volta da democracia
no Brasil
out.67
— Che
Guevara é morto na Bolívia
20.out.67
— Costa e Silva decreta o recesso parlamentar até
22 de novembro, sete dias depois das eleições
legislativas
21.out.67
— No 3º Festival da Música Popular
Brasileira da TV Record, Gilberto Gil, com Os Mutantes,
canta "Domingo no Parque", Caetano Veloso apresenta
"Alegria, Alegria" e Chico Buarque, "Roda
Viva"
30.out.67
— A Frente Ampla entra em recesso até 1968 na
tentativa de tentar recuperar o desgaste sofrido depois
do Acordo de Montevidéu
05.nov.67
— Prisão de integrantes da Juventude Operária
Católica (JOC) e do padre francês Guy Thibaut
05.dez.67
— É criada a Fundação Nacional
do Índio (Funai)
1968
16 a 18.fev.68 — Greve dos trabalhadores da Cobrasma
em Osasco (SP)
28.mar.68
— O estudante Édson
Luís Lima Souto morre em conflito de estudantes
com a PM em frente ao restaurante universitário Calabouço,
no Rio, quando o movimento estudantil preparava um protesto
contra as condições do ensino brasileiro
29.mar.68
— Cerca de 60 mil pessoas participaram do enterro de
Édson Luis. Seguem-se, nos dias seguintes, manifestações
e protestos em várias cidades do país
30.mar.68
— O Ministro da Justiça determina que as passeatas
estudantis sejam reprimidas
1º.abr.68
— Prisões e mortes marcam os protestos estudantis
cada vez mais freqüentes
04.abr.68
— As missas de sétimo dia celebradas para Edson
Luís na igreja da Candelária no Rio são
reprimidas violentamente
05.abr.68
— O presidente Costa e Silva proíbe as atividades
da Frente Ampla
16
a 24.abr.68 — Começa greve em Contagem (MG),
que paralisa quase 7 mil operários metalúrgicos
17.abr.68
— 68 municípios são considerados áreas
de segurança nacional e proibidos de realizar eleições
municipais
20.abr.68
— Atentado a bomba contra o jornal "O Estado
de S. Paulo"
mai.68
— É criada a Vanguarda Popular Revolucionária
(VPR)
1º.mai.68
— O governador de São Paulo, Abreu Sodré,
é apedrejado durante comemorações do
Dia do Trabalhador
13.mai.68
— Pronto relatório do general Meira Mattos
sobre a situação do movimento universitário
brasileiro
14.mai.68
— São censurados 15 minutos da estréia
do programa "Canto Geral", de Geraldo Vandré,
na TV Bandeirantes
16.mai.68
— Bomba explode na porta da Bolsa de Valores de São
Paulo
22.mai.68
— Sancionada a lei que incrimina menores de dezoito
anos envolvidos em ações contra a segurança
nacional
22.mai.68
— Estudantes secundaristas fazem manifestação
em São Paulo contra Portaria n.º 31, que limita
o trabalho do professor e institui mensalidades em algumas
universidades públicas. Durante um mês, várias
manifestações são desencadeadas no
país por professores e estudantes
19.jun.68
— Polícia militar e DOPS reprimem concentração
universitária no Ministério da Educação
no Rio. Quanrenta pessoas saem feridas e 48 são detidas
20.jun.68
— Estudantes ocupam a reitoria da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ) e fazem assembléia. Tirados
a força pela polícia, muitos são presos
e as aulas são suspensas por tempo indeterminado
21.jun.68
— Conhecida como "sexta-feira sangrenta",
passeata por verbas para a educação acaba
com repressão e mortos, no Rio
22.jun.68
— Armas são roubadas do Hospital Militar do
Cambuci, em São Paulo
26.jun.68
— É realizada, com permissão do
governo estadual, no Rio, a "Passeata
dos 100 mil", manifestação contra
o regime militar organizada por estudantes, artistas, intelectuais
e trabalhadores. Um carro-bomba explode no QG do 2º
Exército e o soldado Mário Kozel Filho morre
1º.jul.68
— Militantes do grupo revolucionário Colina
(Comando de Libertação Nacional ) matam ,
por engano, o major alemão Edward von Westernhagen
no Rio
02.jul.68
— O presidente Costa e Silva recebe comissão
de estudantes e intelectuais formada na passeata dos 100
mil
04.jul.68
— Costa e Silva sanciona lei que declara 68 municípios
como de interesse da segurança nacional
05.jul.68
— O ministro da Justiça, Gama e Silva, proíbe
qualquer tipo de manifestação no país
11.jul.68
— Costa e Silva propõe Estado de Sítio
caso as manifestações estudantis continuem
16
a 18.jul.68
— 15 mil metalúrgicos participam de greve em
Osasco (SP)
17.jul.68
— Costa e Silva ratifica proibição de
manifestações
18.jul.68
— Membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas)
invadem e depredam o Teatro Ruth Escobar , em São
Paulo, além de espancar o elenco da peça "Roda
Viva"
19.jul.68
— A 9ª Assembléia da CNBB condena a falta
de liberdade no país e faz apelo à não-violência
22.jul.68
— Atentado a bomba contra a sede da ABI (Associação
Brasileira de Imprensa), no Rio
02.ago.68
— Prisão do líder estudantil Vladimir
Palmeira, no Rio. Nos dias seguintes, cerca de 650 estudantes
são detidos no Rio e 300 em São Paulo. O Teatro
Opinião, no Rio, sofre atentado a bomba
07.ago.68
— Lançamento do LP "Tropicália"
15.ago.68
— A cidade de São Carlos (SP) é ocupada
pela tropa de choque para reprimir manifestações
estudantis e de trabalhadores
17.ago.68
— Dom Hélder Câmara, em João Pessoa
(PB), faz advertência contra o emprego da violência
nos movimentos estudantis
19.ago.68
— Bombas explodem em frente ao DOPS e às varas
distritais da Lapa e de Santana
20.ago.68
— A Câmara dos Deputados rejeita anistia
aos presos em manifestações
25.ago.68
— Em passeata de estudantes em São Paulo, uma
bomba atinge a redação do jornal "O Estado
de São Paulo". Em Belo Horizonte, 120 estudantes
são presos na Escola de Medicina
29.ago.68
— PM e PF invadem a Universidade de Brasília
(UnB), prendem professores e estudantes e ferem, com um
tiro na cabeça, um estudante. A Universidade Federal
de Minas Gerais é fechada
02.set.68
— Deputado Márcio Moreira Alves (MDB) faz discurso
na Câmara conclamando o povo a realizar uma boicote
ao militarismo nos festejos do dia 7 de setembro. O pronunciamento
é considerado ofensivo pelos ministros militares
13.set.68
— Ministros militares exigem do Congresso que Márcio
Moreira Alves seja processado e enquadrado na Lei de Segurança
Nacional
29.set.68
— Sob vaias, "Sabiá", de Tom Jobim
e Chico Buarque, vence o 3º Festival Internacional
da Canção, no Rio. Geraldo Vandré fica
em segundo lugar com a música "Para Não
Dizer que Não Falei nas Flores", considerada
subversiva pelo coronel Otávio Costa, que exige a
prisão do compositor
02.out.68
— Confronto entre estudantes da USP e alunos do Mackenzie
na rua Maria Antônia termina com a morte do estudante
secundarista José Carlos Guimarães, no dia
3, e o fechamento da Faculdade de Filosofia da USP
08.out.68
— A atriz Norma Bengel é seqüestrada em
São Paulo por um grupo de direita, espancada e solta
no Rio
12.out.68
— Cerca de 700 estudantes são presos no Congresso
clandestino da UNE em Ibiúna (SP). Em ação
da VPR, o capitão do Exército americano Charles
Chandler é morto
21.out.68
— Luís Travassos, José Dirceu e Vladimir
Palmeira, entre
outros detidos em Ibiúna, são condenados
à prisão. Protestos são realizados
em todo país nos dias seguintes, assim como greves
em Belo Horizonte, Fortaleza e Aracaju
24.out.68
— A casa do arcebispo dom Hélder Câmara,
em Recife, é metralhada
07.nov.68
— É inaugurado a nova sede do Masp (Museu
de Arte de São Paulo) na avenida Paulista, com a
presença da rainha Elizabeth 2ª, da Inglaterra
22.nov.68
— É criado o Conselho Superior de Censura
02.dez.68
— Bomba é atirada pelo CCC (Comando de
Caça aos Comunistas) no Teatro Opinião, no
Rio
12.dez.68
— A Câmara dos Deputados rejeita o pedido de
autorização para processar o deputado Márcio
Moreira Alves. As Forças Armadas e a Polícia
Federal entram em prontidão
13.dez.68
— O
governo militar fecha o Congresso, ordena a prisão
de Juscelino Kubistchek e decreta o Ato
Institucional n.º 5, que cassa dezenas de mandatos,
permite intervenção nos Estados e municípios,
suspende garantia de habeas corpus em casos de crime contra
a segurança nacional e confisca bens
22.dez.68
— Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos
no Rio
30.dez.68
— É publicada a primeira lista de deputados
cassados pós-AI-5
1969
É criado do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise
e Planejamento)
16.jan.69
— O governo divulga lista com o nome de 43 políticos
que têm seus mandatos cassados
26.jan.69
— O capitão Carlos Lamarca realiza a "expropriação"
de armas e munição do quartel de Quitaúna,
em Osasco (SP)
1º.fev.69
— O AI-6 modifica a estrutura do Supremo Tribunal Federal
e transfere para a Justiça Militar os crimes contra
a segurança nacional
07.fev.69
— O Conselho de Segurança Nacional cassa três
senadores e 18 deputados do MDB
26.fev.69
— O AI-7 suspende as eleições e o decreto-lei
477 define as infrações de professores e estudantes
02.abr.69
— O AI-8 cria normas para a reforma administrativa
23.abr.69
— Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai
assinam o Tratado da Bacia do Prata, que promove a integração
da região
25.abr.69
— O AI-9 cria regras para a desapropriação
de propriedades rurais
16.mai.69
— AI-10 aposenta centenas de professores em todo o
país
26.mai.69
— O padre Antônio Henrique Pereira Neto, da arquidiocese
de Olinda e Recife, é seqüestrado e morto por
membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas)
26.jun.69
— Chega às bancas o primeiro número do
"Pasquim"
1º.jul.69
— É oficialmente criada a Oban (Operação
Bandeirantes) dentro do comando do 2º Exército,
em São Paulo. A Oban passa a comandar a repressão
contra a guerrilha armada
07.jul.69
— A VPR e o Colina (Comando de Libertação
Nacional) fundem-se e criam a VAR-Palmares (Vanguarda Armada
Revolucionária Palmares)
11.jul.69
— Membros do VAR-P assaltam uma agência bancária
no Rio e, durante a fuga, perseguidos pela polícia,
matam um motorista de táxi
18.jul.69
— A VAR-P realiza o assalto à casa da amante
do ex-governador paulista, Adhemar de Barros, de onde levam
um cofre com US$ 2,8 milhões
14.ago.69
— O AI-11 marca eleição municipais para
novembro
15.ago.69
— Membros da ALN tomam a Rádio Nacional, em
São Paulo, e divulgam uma gravação
com um manifesto de Carlos Marighella
29.ago.69
— O presidente Costa e Silva é acometido de
trombose cerebral
31.ago.69
— É editado o AI-12, que anuncia o impedimento
temporário do presidente Costa e Silva
1º.set.69
— O Brasil passa a ser governado por uma Junta Militar
composta pelos ministros Aurélio Lyra Tavares (Exército),
Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Souza Mello
(Aeronáutica)
1º.set.69
— O "Jornal Nacional", da Rede Globo, é
transmitido pela primeira vez
04.set.69
— Guerrilheiros seqüestram, no Rio, o embaixador
dos EUA no Brasil, Charles Elbrick
05.set.69
— Os AIs 13 e 14 estabelecem as penas de morte e de
banimento do território nacional para subversivos
07.set.69
— Charles Elbrick é solto após a libertação
de 15 presos políticos, que viajam para o México
11.set.69
— O AI-15 traz as regras para as eleições
municipais
20.set.69
— Decreto-lei 898 estabelece a nova Lei de Segurança
Nacional
29.set.69
— Virgílio Gomes da Silva, comandante do seqüestro
do embaixador Charles Elbrick, é preso e morto sob
tortura na sede da Oban, em São Paulo
out.69
— A madre Maurina Borges é presa e torturada
em Ribeirão Preto (SP)
14.out.69
— O AI-16 declara vagos os cargos de presidente e vice-presidente
da República e marca eleições indiretas
para os cargos. O AI-17 permite ao presidente passar para
a reserva militares que "atentem contra a coesão
das forças armadas"
15.out.69
— O Congresso, fechado desde a edição
do AI-5, é reaberto para realizar a eleição
do sucessor de Costa e Silva
17.out.69
— O governo militar outorga a Emenda Constitucional
n.º 1, conhecida como "Constituição
de 69", que fixa o mandato presidencial em cinco anos
25.out.69
— O general Emílio Garrastazu Médici
é eleito presidente da República pelo Congresso
30.out.69
— Médici assume a Presidência. Entra em
vigor a nova Constituição
04.nov.69
— Carlos Marighella é morto pela equipe liderada
pelo delegado Sérgio Fleury. O frei Tito de Alencar
é preso e torturado por policiais no Deops, em São
Paulo
17.dez.69
— Morre o general Costa e Silva
1970
16.jan.70 — Mário Alves, um dos fundadores
do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário),
é preso, no Rio, e morto sob tortura
26.jan.70
— O decreto-lei 1.077 institui a censura prévia
a espetáculos e publicações
11.mar.70
— O cônsul japonês Nobuo Okuchi é
seqüestrado por integrantes da VPR em São Paulo
14.mar.70
— Cinco prisioneiros políticos, entre eles a
madre Maurina Borges, são soltos em troca da libertação
de Nobuo Okuchi
15.mar.70
— O cônsul japonês é libertado
20.abr.70
— O Exército inicia a Operação
Registro, que acaba com a Guerrilha do Vale do Ribeira,
da VPR. Lamarca foge
10.mai.70
— Feito refém no Vale do Ribeira, o tenente
do Exército Paulo Mendes Jr. é morto a coronhadas
por integrantes da VPR
mai.70
— O CIE (Centro de Informações do Exército)
entra oficialmente em operação
11.jun.70
— O embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried
Von Holleben, é seqüestrado no Rio
16.jun.70
— O governo Médici anuncia o Programa de Integração
Nacional, que prevê a construção da
rodovia Transamazônica
21.jun.70
— A seleção brasileira conquista o tricampeonato
mundial de futebol no México
1º.jul.70
— É seqüestrado um avião da Cruzeiro,
em Niterói. Um seqüestrador é morto
09.jul.70
— É criado o Incra (Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária)
set.70
— A Oban é transformada em DOI—Codi (Destacamento
de Operações de Informações
- Centro de Operações de Defesa Interna)
23.out.70
— O dirigente da ALN (Ação Libertadora
Nacional) Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, é
preso, torturado e morto por policias do grupo do delegado
Fleury, em São Paulo
30.out.70
— Agentes do Doi-Codi invadem a redação
de "O Pasquim" e prendem Ziraldo e outros colaboradores
15.nov.70
— Acontecem eleições para senador, deputados
federal e estadual, prefeito e vereador
07.dez.70
— O embaixador da Suíça, Giovanni Enrico
Bucher, é seqüestrado, no Rio, por militantes
da ALN
1971
13.jan.71 — O frei Tito de Alencar é banido
do Brasil
16.jan.71
— Enrico Bucher é libertado depois de ser trocado
por prisioneiros políticos
20.jan.71
— O deputado Rubens Paiva é preso, no Rio, morto
sob tortura e dado como desaparecido
1º.fev.71
— O Brasil se retira da 3ª Assembléia da
OEA (Organização dos Estados Americanos) por
não concordar com o plano conjunto de ação
contra o terrorismo
23.mar.71
— O membro da ALN Márcio Leite Toledo é
assassinado por companheiros da organização
15.abr.71
— O industrial Henning Albert Boilesen, presidente
da Ultragás e tido como financiador da OBAN (Operação
Bandeirante), é morto em São Paulo
30.mai.71
— O militante da VPR cabo Anselmo é preso
pela equipe do delegado Sérgio Fleury, do Deops paulista.
Torturado, passa a ser informante da polícia
20.ago.71
— Iara Iavelberg, companheira de Carlos Lamarca, morre
em Salvador
14.jun.71
— O militante do MR-8 Stuart Angel é preso,
torturado e morto no Centro de Informações
de Segurança da Aeronáutica (Cisa), na Base
Aérea do Galeão, no Rio
17.set.71
— Carlos
Lamarca é morto na Bahia
26.nov.71
— O ministro da Aeronáutica, brigadeiro Márcio
Sousa Melo, é demitido após a repercussão
da morte de Stuart Angel
1972
mar.72 — A guerrilha do Araguaia, montada pelo PC
do B, é descoberta e começam as investigações
na região de Xambioá (PA)
12.abr.72
— Cerca de 3.000 homens do Exército chegam
ao Araguaia e dão início à primeira
campanha contra a guerrilha
09.mai.72
— Emenda Constitucional n.º 2 estabelece eleições
indiretas para os governos estaduais em 1974
16.jun.72
— Maria Lúcia Petit é morta pelo Exército
no Araguaia
jul.72
— Termina a primeira campanha do Exército contra
a guerrilha no Araguaia
11.jul.72
— É criada a Telebrás
set.72
— O Exército inicia a segunda campanha no Araguaia,
desta vez com 10 mil homens. Após fracassarem na
busca aos guerrilheiros, as tropas se retiram da região
no fim do mês
05.set.72
— A imprensa é proibida de publicar notícias
sobre a Anistia Internacional
27.set.72
— O presidente Médici inaugura o primeiro
trecho da rodovia Transamazônica
15.nov.72
— Nas eleições municipais, a Arena elege
80% dos prefeitos
1973
07.jan.73 — Os militantes da VPR Eudaldo Gomes
da Silva, Pauline Reichstul, Evaldo Luís Ferreira de
Souza, Jarbas Pereira Marques, José Manoel da Silva
e Soledad Barret Viedma são torturados e mortos no
município de Paulista (PE), após informações
do cabo Anselmo. O episódio ficou conhecido como "massacre
da chácara São Bento"
17.mar.73
— O estudante da USP Alexandre Vanucchi Leme é
morto sob tortura no DOI-Codi de São Paulo
26.abr.73
— Brasil e Paraguai assinam o Tratado de Itaipu para
o aproveitamento hidrelétrico conjunto do rio Paraná
18.jun.73
— O general Ernesto Geisel, presidente da Petrobras,
é lançado candidato à Presidência
04.set.73
— O MDB lança a chapa Ulisses Guimarães-Barbosa
Lima Sobrinho como "anticandidatos" à Presidência
07.out.73
— O Exército inicia a terceira campanha contra
a guerrilha do Araguaia
29.nov.73
— Jaime Petit da Silva desaparece depois de tiroteio
com tropas do Exército no Araguaia
30.nov.73
— Sônia Moraes Angel Jones, mulher de Stuart
Angel, é morta sob tortura em São Paulo
out-dez.73
— Primeiro choque do petróleo: a Opep (Organização
dos Países Exportadores de Petróleo) reduz
a produção e o preço do produto quadruplica
22.nov.73
— É criada a Lei Fleury, que dá direito
ao réu com bons antecedentes de responder em liberdade
aos processos de crimes contra a vida
25.dez.73
— Em emboscada preparada pelo major Sebastião
Curió, são mortos Maurício Grabois
e Paulo Mendes Rodrigues, principais comandantes da guerrilha
do Araguaia, e ainda Gilberto Olímpio e Guilherme
Gomes Lund
1974
14.jan.74 — Lúcio Petit da Silva desaparece
após tiroteio com soldados no Araguaia
15.jan.74
— O general Ernesto
Geisel é eleito presidente pelo colégio
eleitoral
22.jan.74
— Tem início a censura prévia a rádios
e TVs
04.mar.74
— O presidente Médici inaugura a ponte Rio-Niterói
15.mar.74
— O general Ernesto Geisel toma posse na Presidência.
O general João Figueiredo assume a chefia do SNI
e Golbery do Couto e Silva, nomeado ministro-chefe do Gabinete
Civil, passa a articular a "abertura" do regime
abr.74
— Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, um dos
comandantes da guerrilha do Araguaia, é morto pelo
Exército. Sua cabeça é decepada e exposta
na base militar de Xambioá
17.mai.74
— Ernesto Geisel e Alfredo Stroessner, presidente do
Paraguai, criam a Itaipu Binacional
11.jun.74
— Morre o ex-presidente da República general
Eurico Gaspar Dutra
07.ago.74
— O frei Tito de Alencar suicida-se na França
29.ago.74
— O presidente Geisel define a abertura política
como "lenta, gradativa e segura distensão"
set.74
— A TV Gaúcha transmite o único debate
das eleições de 74, entre os candidatos ao
Senado Nestor Jost (Arena) e Paulo Brossard (MDB)
15.nov.1974
— Nas eleições
para o Congresso Nacional, o MDB elege 16 de 22
senadores e conquista 44% das cadeiras da Câmara dos
Deputados
1975
mar.1975 — É criado, em São Paulo,
o Movimento Feminino pela Anistia, presidido por Teresa Zerbini
15.mar.75
— Os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro se fundem
sob nome de Estado do Rio de Janeiro
27.jun.75
— Brasil fecha acordo nuclear com a Alemanha
18.jul.75
— Morre o marechal Juarez Távora, que ajudara
a formar a Coluna Prestes
25.out.75
— O jornalista Vladimir Herzog é assassinado
sob tortura nas dependências do DOI-Codi. O boletim
da polícia apresenta a versão de que Herzog
se enforcara
31.out.75
— Mais de 10 mil pessoas participam de um ato ecumênico
na Catedral da Sé em memória de Herzog
07.dez.75
— Morre o jornalista e escritor Plínio Salgado,
fundador da Ação Integralista Brasileira (AIB)
1976
17.jan.76 — O metalúrgico Manuel Fiel Filho
é encontrado morto nas dependências do DOI-Codi.
A explicação para a morte do operário
é que ele teria se suicidado
19.jan.76
— O presidente Geisel demite o general Ednardo D`Ávila
Mello do comando do 2º Exército após
a repercussão da morte de Manuel Fiel Filho
14.abr.76
— A estilista Zuzu Angel, que ficou conhecida por denunciar
a tortura, morte e ocultação do cadáver
de seu filho, Stuart Angel, é morta por agentes da
repressão
1º.jul.76
— O presidente Geisel sanciona a "Lei Falcão",
que altera o Código Eleitoral reduzindo a níveis
mínimos a propaganda política no rádio
e na televisão
19.ago.76
— Uma bomba explode na ABI, no Rio. Na sede da OAB
(Ordem dos Advogados do Brasil), também no Rio, é
encontrada outra bomba, que só não explodiu
porque o pavio apagou. Os atentados são reivindicados
pela organização de direita Aliança
Anticomunista Brasileira
22.ago.76
— O ex-presidente da República Juscelino Kubitschek
morre em acidente de carro
11.out.76
— O padre João Bosco Penido Burnier é
morto por policiais em Ribeirão Bonito (MT) quando
visitava uma cadeia pública acusada de torturar presos
15.nov.76
— Ocorrem as eleições municipais para
vereador
06.dez.76
— Morre o ex-presidente da República João
Goulart
16.dez.76
— Em episódio que fica conhecido como "chacina
da Lapa", agentes da repressão abrem fogo contra
uma casa em São Paulo onde estavam reunidos militantes
do PCdoB. Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, dirigentes
do partido, morrem no local
1977
fev.77 — O Brasil manda sua primeira delegação
oficial a Cuba desde 1964
30.mar.77
— O anteprojeto da reforma do Poder Judiciário
elaborado pelo governo é levado à votação
no Congresso, mas não obtém os dois terços
necessários à sua aprovação
1º.abr.77
— O presidente Ernesto Geisel fecha o Congresso
14.abr.77
— Geisel baixa o Pacote
de Abril, que promove a reforma do Judiciário,
estabelece o mandato presidencial em seis anos e cria o
cargo de senador biônico
05.mai.77
— Em protesto contra a prisão de estudantes
e operários, cerca de 7.000 estudantes tentam fazer
passeata do Largo São Francisco à Praça
da República. Ao chegarem ao Viaduto do Chá,
entretanto, uma barreira policial comandada pessoalmente
por Erasmo Dias impede o progresso dos manifestantes
21.mai.77
— Morre o político e jornalista Carlos
Lacerda
07.jun.77
— Mais de 2.500 assinam manifesto da ABI contra a censura
23.jun.77
— O Congresso aprova emenda constitucional do senador
Nélson Carneiro que institui o divórcio
22.set.77
— Sob o comando de Erasmo Dias, a
PM invade a PUC-SP e prende cerca de mil pessoas
que participavam de um encontro nacional de estudantes
11.out.77
— É sancionada a lei que cria o Estado
do Mato Grosso do Sul
12.out.77
— O presidente Geisel exonera o ministro do Exército,
Sílvio Frota, aspirante a candidato à Presidência
e opositor da distenção política empreendida
por Geisel
31.dez.77
— Geisel comunica formalmente que o general João
Baptista Figueiredo, chefe do SNI, será indicado
como seu sucessor
1978
3.jan.78 — Insatisfeito com a indicação
de Figueiredo à sucessão presidencial,
o chefe do Gabinete Militar, Hugo Abreu, pede demissão
14.fev.78
— É fundado o Comitê Brasileiro pela Anistia
(CBA) do Rio de Janeiro
29.mar.78
— O presidente dos EUA, Jimmy
Carter, chega ao Brasil, é saudado por Geisel
e recebe, de pessoas contrárias ao regime, documentos
sobre violação de direitos humanos no país
12.mai.78
— Metalúrgicos da Scania, em São Bernardo
do Campo, iniciam a primeira greve do país após
o AI-5. É criado o CBA de São Paulo, do Distrito
Federal e outros estados
26.mai.78
— O movimento grevista do ABC chega a São Paulo
com a paralisação na Toshiba
12.jun.78
— É fechado acordo coletivo entre o Sindicato
dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema
e empresas
9.set.78
— O 1º Encontro Nacional de Movimentos pela Anistia
aprova a Carta de Salvador, na qual pedem uma anistia ampla,
geral e irrestrita
1º.set.78
— O Colégio Eleitoral paulista elege Paulo
Maluf (Arena) governador do Estado. Nenhum delegado do MDB
comparece à votação
13.out.78
— É promulgada emenda constitucional que extingue
o AI-5 a partir de 1º de janeiro de 1979
15.out.78
— O general João
Baptista Figueiredo é eleito presidente da
República pelo Colégio Eleitoral
27.out.78
— A Justiça responsabiliza a União pela
morte
do jornalista Vladimir Herzog
05.nov.78
— Encerra-se o 1º Congresso Nacional pela Anistia,
em São Paulo
15.nov.78
— Ocorrem
eleições para o Congresso. A Arena
elege mais representantes, mas o MDB vence na soma total
de votos para o Senado e permanece majoritária nos
principais Estados do país
27.dez.78
— Entra em vigor a nova Lei de Segurança
Nacional
29.dez.78
— Geisel assina decreto que revoga o banimento de 126
brasileiros e extingue a CGI (Comissão Geral de Investigação),
dando o golpe de misericórdia no AI-5
1979
São realizados três encontros nacionais de Movimentos
pela Anistia
11.fev.79
— O CBA-SP consegue exibir, no estádio do Morumbi,
durante jogo entre Corinthians e Santos, uma grande faixa
com os dizeres "Anistia ampla, geral e irrestrita",
no meio da torcida corintiana. A faixa é transmitida
pelas redes de televisão que exibem o jogo e os jornais
do dia seguinte circularam com fotos do fato
13.mar.79
— 180 mil operários fazem greve em São
Bernardo do Campo
15.mar.79
— O
presidente Figueiredo toma posse
1º.mai.79
— 130 mil pessoas se reúnem no estádio
de Vila
Euclides, em São
Bernardo do Campo, em um evento organizado por 50
sindicatos e entidades de base. Em Ilhabela, litoral paulista,
morre o delegado Sérgio Fleury
31.mai.79
— A arenista Eunice Michiles toma posse no Senado
como a primeira senadora da história do país
30.jun.79
— Encerra-se em Roma (Itália) a Conferência
Internacional pela Anistia no Brasil, que reforça
a intenção de uma anistia ampla, geral e irrestrita
no país
17.ago.79
— É fundada a Associação Nacional
de Jornais (ANJ)
21.ago.79
— Um ato público em favor da Anistia reúne
cerca de 5.000 pessoas na Praça da Sé, em
São Paulo
28.ago.79
— O presidente Figueiredo sanciona a Lei
de Anistia. Segundo o Superior Tribunal Militar,
a lei beneficia 4.650 pessoas entre cassados, banidos, presos,
exilados ou simplesmente destituídos de seus empregos
6.set.79
— O ex-governador Leonel Brizola retorna ao país,
após 15 anos de exílio
15.set.79
— O ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, e o
ex-deputado federal, Márcio Moreira Alves, voltam
do exílio
20.out.79
— Luiz Carlos Prestes desembarca no aeroporto
do Galeão, no Rio, e é recebido por cerca
de 10 mil pessoas
nov.79
— O 2º Congresso Nacional pela Anistia delibera
que os CBAs deveriam se juntar aos movimentos populares
exigindo a total redemocratização do país
21.nov.79
— Congresso aprova emenda que extingue a Arena e o
MDB
30.nov.79
— Em Santa Catarina, Figueiredo ameaça agredir
manifestante que o teria ofendido
1980
jan.80 — Descoberta de ouro na Floresta Amazônica
leva cerca de 25 mil garimpeiros ao sul do Pará e,
com pás e picaretas, escavam um gigantesco labirinto
na região, que recebe o nome de Serra Pelada. Em um
ano, o local produz 50 milhões de dólares em
pepitas
2.jan.80
— Leonel Brizola e Ivete Vargas solicitam, no mesmo
dia, o registro do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro)
no TSE
24.jan.80
— Conselho Superior de Censura libera a peça
"Calabar", de Chico Buarque e Rui Guerra
27.jan.80
— Bomba explode durante ensaio da Escola de Samba Acadêmicos
do Salgueiro, onde haveria ato de apoio à fundação
do PMDB
10.fev.80
— É aprovado o manifesto de criação
do PT (Partido dos Trabalhadores)
12.fev.80
— Senador Tancredo Neves lança plano de ação
política do Partido Popular
12.fev.80
— O cientista Albert Sabin abandona o cargo de consultor
especial do Ministério da Saúde após
denunciar o governo do ex-presidente Médici de manipular
dados referentes às condições de saúde
no país entre 1969 e 1973
21.mar.80
— Estudantes protestam contra ameaça do governo
de demolir sede da UNE no Rio de Janeiro
1º.abr.80
— Trezentos e trinta mil metalúrgicos do ABC
e de outras 15 cidades do interior de São Paulo entram
em greve
14.abr.80
— Libertada a brasileira Flávia Schilling, depois
de mais de sete anos presa em cadeias uruguaias
19.abr.80
— Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Bernardo e Diadema, Luíz Inácio
da Silva, o Lula, e outros 10 dirigentes sindicais são
presos pelo Dops paulista com base na LSN (Lei de Segurança
Nacional)
8.mai.80
— TSE dá a Ivete Vargas o registro do PTB
19.mai.80
— Luis Carlos Prestes é destituído da
secretaria-geral do PCB
20.mai.80
— Lula é libertado
23.mai.80
— Protesto durante visita do presidente João
Figueiredo a Ribeirão Preto (SP) resulta na prisão
de 80 estudantes
26.mai.80
— Leonel Brizola funda o PDT (Partido Democrata Trabalhista)
21.jun.80
— Manifestantes são agredidos por vaiar o governador
Paulo Maluf durante visita ao bairro da Freguesia do Ó,
em São Paulo
25.jun.80
— Lula é eleito presidente do PT
2.jul.80
— O jurista Dalmo Dallari, presidente da Comissão
Justiça e Paz, é seqüestrado e espancado
em São Paulo por um grupo de extrema-direita
21.jul.80
— Bomba explode em banca de jornais do Itaim Bibi,
em São Paulo, na tentativa de impedir a distribuição
de publicações de esquerda
11.ago.80
— Ato na PUC-SP contra a onda de atentados da extrema
direita no país é dissolvido pela polícia
com pó-de-mico
14.ago.80
— Formada em Belo Horizonte (MG) a primeira CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) do país sobre violência
política
27.ago.80
— Bomba
explode na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil),
no Rio de Janeiro, e mata a funcionária Lyda Monteiro
da Silva. Outras bombas são enviadas ao gabinete
do vereador do Rio, Antonio Carlos de Carvalho, e ao jornal
"Tribuna da Luta Operária"
8.out.80
— Libertado José Sales de Oliveira, último
preso político no Brasil, em Fortaleza (CE)
10.out.80
— O deputado Francisco Pinto (PMDB-BA) é preso,
com base na LSN, por discurso ofensivo ao general chileno
Augusto Pinochet
13.nov.80
— Aprovada no Congresso Nacional emenda constitucional
que estabelece eleições
diretas para os governadores de Estado e que acaba
com a nomeação de senadores biônicos
17.dez.80
— União é responsabilizada pela morte,
em 1976, do operário Manuel Fiel Filho, no Doi-Codi
de São Paulo
26.dez.80
— Com base na legislação militar,
o governo pune os generais Andrada Serpa e Euler Bentes
Monteiro por suas críticas ao modelo econômico
brasileiro brasileiro
1981
25.fev.81
— Lula
e ex-dirigentes sindicais são condenados
a três anos de prisão por greve no ABC, em
1980
26.mar.81
— Bombas são colocadas na oficina do jornal
"Tribuna da Imprensa", no Rio, na sede da "Tribuna
de Vitória" (25 de maio) e na sede da "Hora
do Povo" (2 de maio), em São Paulo
19.abr.81
— Ivete Vargas é eleita presidente do PTB
30.abr.81
— Duas bombas explodem em um carro no Riocentro, durante
show do Dia do Trabalho, matando o sargento Guilherme do
Rosário e ferindo o capitão Wilson Machado
2.jun.81
— PF divulga lista de comunistas, que inclui Fernando
Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy e Chico Buarque
25.jun.81
— Jânio Quadros deixa o PTB
12.jul.81
— Leonel Brizola é eleito presidente do PDT
14.jul.81
— Volkswagen, com a produção paralisada,
dá férias a 12 mil trabalhadores
6.ago.81
— General Golbery do Couto e Silva renuncia à
chefia do Gabinete Civil
21
a 23.ago.81
— Acontece a 1º Conclat (Conferência Nacional
das Classes Trabalhadoras), na Praia Grande (SP)
12.set.81
— Presidente Figueiredo inaugura, em Brasília,
o Memorial JK
18.set.81
— Presidente Figueiredo sofre enfarte e o vice-presidente
Aureliano Chaves assume o poder
2.out.81
— STM (Superior Tribunal Militar) arquiva o IPM
(Inquérito Policial Militar) do Riocentro, após
quatro meses de investigações
4.nov.81
— Jânio Quadros volta ao PTB
12.nov.81
— UNE faz seu 33º Congresso em Cabo Frio
18.nov.81
— Estudantes jogam ovos no ex-secretário americano
Henry Kissinger, na Universidade de Brasília
1º.dez.81
— O juiz Osvaldo Moacir Álvares, da 2ª
Vara Federal de Porto Alegre, responsabiliza União
por torturas a Hilário Gonçalves Pinha, em
1975, no Dops de Porto Alegre (RS)
20.dez.81
— Inviabilizado pela Justiça Eleitoral, o PP
de Tancredo Neves se une ao PMDB
22.dez.81
— Sancionada a lei que transforma, em 1982, o território
de Rondônia em Estado
1982
11.jan.82
— Congresso aprova projeto de reforma eleitoral
11.jan.82
— TSE concede registro definitivo ao PT
22.mar.82
— Reynaldo de Barros (PDS) e André Franco Montoro
(PMDB), candidatos ao governo do Estado de São Paulo,
realizam o primeiro debate na TV após a suspensão
da proibição imposta pela Lei Falcão
5.abr.82
— "Pra Frente, Brasil", filme de Roberto
Farias, é censurado por mostrar tortura nos anos
70
27.mai.82
— Dops (Departamento de Ordem Política e Social)
do Rio Grande do Sul é o primeiro a ser extinto
21.jun.82
— Padres franceses Aristides Camio e François
Gourion são condenados pela LSN (Lei de Segurança
Nacional) por incitarem posseiros a embosca contra policiais
e técnicos do governo, no Pará
2.set.82
— TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe debates
políticos na TV
25.out.82
— Corpo do jornalista Alexandre von Baumgarten é
encontrado na Praia da Macumba (RJ) ao lado de carta em
que acusa o general Newton Cruz de tramar sua morte
15.nov.82
— Eleições
diretas para governadores, senadores, prefeitos
e deputados federais e estaduais, exceto nas áreas
de segurança
27.nov.82
— Leonel Brizola é prejudicado pela Proconcult,
empresa contratada para apurar eleições no
Rio de Janeiro, confirmando suas suspeitas de fraude na
contagem de votos, mas é eleito governador
13.dez.82
— Presos 91 militantes do Partido Comunista por participarem
do 7º Congresso do PCB, em São Paulo
1983
31.jan.83
— Dossiê atribuído ao jornalista
Alexandre Baumgarten responsabiliza generais do SNI por
sua morte
02.mar.83
— O deputado Dante de Oliveira (PMDB) apresenta
no Congresso Nacional emenda que estabelece as eleições
diretas para Presidência da República
4.mar.83
— Deops de São Paulo é extinto
11.mar.83
— Grampo telefônico é descoberto
no gabinete do presidente João Figueiredo
4.abr.83
— Desempregados provocam tumulto e derrubam parte
da cerca do Palácio dos Bandeirantes, em São
Paulo
7.abr.83
— Desempregados iniciam onda de saques no Rio
de Janeiro
23.mai.83
— PDS e PTB firmam pacto de apoio ao governo
21.jun.83
— Tribunal Federal de Recursos mantém sentença
que responsabiliza a União pela morte do jornalista
Wladimir Herzog
28.jun.83
— Os governadores Franco Montoro (PMDB-SP), Leonel
Brizola (PDT-RJ) e o presidente do PT, Luíz Inácio
Lula da Silva, reúnem-se no Rio para criar frente
suprapartidária pela volta das eleições
diretas
21.jul.83
— Primeira greve geral da abertura política
26.ago.83
— Congresso de fundação da CUT (Central
Única dos Trabalhadores), em São Paulo
14.nov.83
— Carro-bomba explode no estacionamento do jornal
"O Estado de São Paulo"
27.nov.83
— Manifestação pró-eleições
diretas organizada pelo PT reúne 10 mil pessoas na
praça Charles Muller, em São Paulo; no mesmo
dia morre o senador Teotônio Vilela que, mesmo com
câncer, percorreu o país pregando a volta da
democracia
30.nov.83
— Câmara aprova criação do
Estado de Tocantins
17.dez.83
— Padres franceses Camio e Gouriou, e mais 13
posseiros são libertados
1984
12.jan.84
— Comício reúne 60 mil pessoas em
Curitiba (PR) e lança campanha Diretas-Já
23.jan.84
— Encontro dos sem-terra, em Cascavel (PR), cria
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
25.jan.84
— Cerca de 300 mil pessoas realizam um comício
pelas Diretas—Já na Praça da Sé,
em São Paulo
10.abr.84
— Comício
reúne quase 1 milhão pelas Diretas-Já,
na Candelária, Rio de janeiro
16.abr.84
— Mais de 1 milhão de pessoas ocupam o
Vale
do Anhangabaú, em São Paulo, pelas
Diretas-Já
18.abr.84
— O presidente Figueiredo decreta medidas de emergência
no Distrito Federal, Goiânia e mais nove municípios
de Goiás, em função da votação
da emenda Dante de Oliveira, marcada para dia 25 de abril
24.abr.84
— Panelaço nas principais cidades brasileiras
pelas Diretas-Já
25.abr.84
— Congresso
Nacional rejeita a emenda Dante de Oliveira, que
previa eleições diretas para a presidência
26.abr.84
— General Newton Cruz ordena cerco a uma passeata
de protesto dos estudantes da UnB (Universidade de Brasília),
frustrados com a derrota da emenda, e a invasão de
uma escola na qual os estudantes tinham se refugiado; o
presidente da UNE é preso
15.mai.84
— Bóias-frias fazem greve em Guariba (SP)
e reivindicam melhores salários e condições
de trabalho. Após invadirem as cidades de Guariba
e Bebedouro (SP), e de choques com soldados, o movimento
incendeia canaviais para ser atendido
19.jun.84
— Registrada a primeira greve da história
da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional)
5.jul.84
— José Sarney, Marco Maciel e Aureliano
Chaves, do PDS, rompem com o governo e formam a Frente Liberal
23.jul.84
— PMDB e Frente Liberal assinam aliança
para a candidatura Tancredo-Sarney à Presidência
da República
11.ago.84
— Paulo Maluf é candidato à presidência
pelo PDS
12.ago.84
— Aprovada a candidatura de Tancredo
Neves à presidência
15.out.84
— Cinco governadores do PDS aderem à candidatura
de Tancredo
12.dez.84
— Mesa do Senado opta pelo voto aberto no Colégio
Eleitoral
1985
15.jan.85
— Colégio
Eleitoral elege Tancredo Neves, do PMDB, presidente
do Brasil, por 480 votos contra 180 de Paulo Maluf (PDS)
16.jan.85
— PT expulsa três deputados que participaram
do Colégio Eleitoral
24.jan.85
— É criado o PFL (Partido da Frente Liberal)
14.mar.85
— Na véspera de tomar posse, o presidente
Tancredo Neves é internado no Hospital de Base de
Brasília, onde é submetido a uma operação
abdominal
15.mar.85
— Toma posse o vice-presidente José Sarney
19.mar.85
— Anistiados 164 sindicalistas destituídos
de seus mandatos, entre eles Luiz Inácio Lula da
Silva
21.abr.85
— Morre
o presidente Tancredo Neves
8.mai.85
— Aprovado, pelo Congresso, emenda constitucional que
estabelece eleições
diretas para a Presidência da República
e prefeituras, estende o voto aos analfabetos e legaliza
os partidos comunistas
Autores
André Luiz Ghedine
Danilo Janúncio Alves
Elaine Muniz Pires
Sérgio Bechara
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